O que já existia de bom
Produto genuíno, manejo agroecológico, e um trunfo raro: o próprio produtor tinha desenhado a marca à mão. Identidade verdadeira, só faltava forma.
A marca que nasceu de um desenho à mão do produtor — e voltou pro papel.
O Andrei produz mel de abelhas sem ferrão no meio da mata de araucárias, no Paraná. O mel é raro de verdade — uma colônia de jataí faz menos de um litro por ano. Mas a presença digital não contava essa história: vendia pela DM do Instagram, sem identidade, sem site, sem um lugar pra mandar o cliente.
Produto genuíno, manejo agroecológico, e um trunfo raro: o próprio produtor tinha desenhado a marca à mão. Identidade verdadeira, só faltava forma.
Sem site, toda venda passava por conversa solta na DM. Sem um espaço que explicasse o porquê do preço, a raridade e o jeito de criar. O improviso achatava o valor.
Em vez de chegar com uma marca pronta, apresentei direções visuais distintas e deixei o Andrei reagir. Ele escolheu a "Caderno de Campo" — papel de verdade, anotação à mão, nada de vetor polido de loja. A identidade foi aprovada pelo cliente final em cerca de 24 horas.
A âncora de toda a identidade é o desenho que o Andrei fez à mão: a abelha e a flor azul. Imperfeito, vivo, dele. Toda a paleta, a tipografia e o grafismo saíram daí.
A regra foi não alisar. Marca de mel de mata não pode parecer app de banco. Ela tinha que carregar terra, lápis e floresta.
Cinco cores tiradas do próprio desenho, duas tipografias e um grafismo de raiz indígena viraram um sistema reutilizável — que o Andrei consegue aplicar sozinho em qualquer post.
Soft serif artesanal, pesos 600–900. Carrega o tom de caderno sem perder legibilidade.
Inter (400/600) pro texto corrido — limpo e neutro, deixa o desenho falar.
Grafismo de borda consistente com padrão Kaingang. Regra inviolável de respeito cultural: sempre preto sobre papel, nunca colorido, nunca distorcido nem esticado como textura decorativa.
A venda continua na DM do Instagram — é onde o Andrei conversa. O site não é loja: é a vitrine que dá contexto antes da conversa. Cada botão já copia a mensagem pronta pra colar na DM.
Cada "Pedir pela DM" copia a mensagem pronta e abre o Instagram. Zero fricção, sem e-commerce.
Um blog curto de notas — florada, colheita, manejo. Conteúdo que justifica o preço e nutre o Instagram.
Jataí e Mandaçaia com sabor, espécie e modo de criar. O cliente entende o que está comprando.
A tentação era escrever "o mel mais raro do Brasil". Não dá pra provar, então não entra. A marca vende a raridade pela escala real, com fato e fonte — não com superlativo.
de mel por ano em cada colônia de jataí. Feito em litros, não em toneladas.
por litro é a faixa de mercado do mel de abelha nativa no Brasil.
abelhas mortas na colheita. Nativa não tem ferrão; colhe-se só o excedente.
"O mel mais raro do Brasil." → "Não chega à prateleira de mercado." Toda frase da marca passa por um filtro: se não dá pra provar, não vai pro site.
Fotos do meliponário · Telêmaco Borba/PR
Se o teu trabalho é bom mas a presença digital não conta a história, eu monto a marca, o site e as redes — e deixo rodando.